terça-feira, 19 de novembro de 2013

. bad day

Eu sempre tive um grande medo. Maior que meu medo de bonecos possuídos por espíritos (me deixem u.u), maior que meu medo de filmes de terror ou de insetos estranhos.
Em todas as vezes que me perguntaram qual meu maior medo, a resposta foi sempre a mesma: solidão. Meu maior medo SEMPRE foi estar sozinho. Olhar para os lados e não encontrar ninguém que pudesse me abraçar e dizer que as coisas iam ficar bem.
E é engraçado, porque eu nunca tinha me sentido sozinho. Sempre estive rodeado de amigos (se não ~reais~, mas pelo menos os virtuais sempre estiveram lá), de família me mimando e fazendo tudo por mim. Depois que eu me mudei pra São Paulo então... tenho mais amigos aqui do que achei que teria durante minha vida toda.
Mas não importa o quão feliz você esteja e o quanto as coisas deem certo pra você ou o quão amado você se sinta: todo mundo tem dias ruins.
E hoje foi particularmente ruim.
E depois de ir ao dentista (ninguém odeia mais que eu), ser assaltado, ir pra delegacia e não conseguir nada e terminar a noite chorando como um bebê em baixo do chuveiro, tudo o que eu posso dizer é que eu nunca me senti tão sozinho.
Nunca senti tanta falta de um abraço. De alguém que ficasse do meu lado e com quem eu me sinta protegido. Nunca senti tanta falta da família lá em Minas. Do namorado que não tenho. Dos amigos que a essa hora estão dormindo ou fazendo algo mais interessante do que eu, aqui, me deprimindo e escrevendo pra um blog que não recebia um post há mais de um ano.
Hoje eu tive o pior dia do ano. Eu senti medo. Eu senti raiva. Mas o pior, sem sombra de dúvidas, foi sentir a falta de alguém aqui.

"Eterna soledad, el tiempo danza en la madrugada, y no puedes dormir si están todas las luces apagadas..."


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