Eu sou fã de
uma banda mexicana chamada RBD desde meus 11 anos de idade, isso não é novidade
pra ninguém que tenha passado pelo menos cinco minutos falando comigo. Também
não é novidade pra ninguém que a banda acabou em 2008, e a partir de então, muita
coisa mudou.
E sabe, eu
venho prestando atenção e pensando sobre o que nós nos tornamos. Por nós, me
refiro aos fãs. A primeira consideração a fazer é que nunca vi pessoas tão
bipolares quanto vocês. Quanto nós, na verdade. 15 de agosto de 2008, vocês se
lembram tão bem quanto eu. A maior parte de nós nunca chorou tanto quanto
naquele dia. Muitos de nós ficamos doentes, chorávamos o dia todo e só sabíamos
dizer pra toda e qualquer pessoa que passasse por nós que o RBD era nossa razão
de viver e que tudo aquilo não podia acabar assim, de uma hora pra outra. Bom,
quatro anos se passaram. E o que me deixa triste é ver uma boa parte desses,
que tanto choraram, hoje bradando aos sete ventos que não quer o RBD de volta,
que seus ídolos estão bem melhor sozinhos, e pior: nós, que éramos tão unidos,
que fomos as ruas protestar contra o fim do RBD, hoje em dia passamos mais
tempo brigando do que efetivamente sendo fãs. É briguinha de dul7 x anymaniaco
pra cá, é rincha de fã clube pra lá, é fã de um deles chamando os outros de
flopados. Por que diabos vocês esqueceram do quão era incrível ter O RBD, OS
SEIS, como ídolos? E aí entra outro defeito de vocês: cegueira. Porque só um
cego pra acreditar que hoje eles estão melhores. Quem antes lotava Morumbi e Macaranã,
hoje com muito custo lota Carioca Club, ainda com muita gente entrando quase de
graça. Isso pra vocês é progresso? “ah, mas eles estão muito mais felizes hoje,
mimimi”, ah é? Basta ter ido ao último show do Christian em São Paulo pra ver
que os únicos felizes com a situação atual são as pessoas que fazem parte da “pseudo-equipe”
que trabalha/trabalhava com eles.
E tudo isso
vem provocando mudanças em mim. Comecei a perceber isso ao ver que tem mais
músicas da Taylor Swift do que da Anahi no meu celular. Que me interesso muito
mais em acompanhar a carreira do Adam Lambert que a do Christian.
Meu amor por
eles não diminuiu. NUNCA. A cada dia eu amo mais aquelas seis pessoas que me
fazem feliz desde 2005. Mas é aí que entra a questão: eu os amo como pessoas,
mas os ARTISTAS que eles se tornaram depois do fim do RBD não são aqueles que
eu conheci. Meus ídolos tem potencial pra ser MUITO maiores, mas JUNTOS.
E com o
surgimento de um boato de um possível retorno do RBD em 2013, tudo o que vejo
são fãs implorando aos céus pra que não aconteça. Mas é claro, é muito fácil querer
deixar tudo o que passou no passado, se você o aproveitou ao máximo. Pra quem
foi em todas as tours do RBD no Brasil, uma a mais não faria diferença.
Hoje, aquela
busca por REALIZAR SONHOS se perdeu. Você sai de casa pra correr atrás de um deles
no Brasil, e percebe que se instalou um clima de guerra entre os fãs. Tudo
agora não passa de uma competição de quem consegue se aproximar mais, ou uma
foto melhor, ou mais dinheiro pra poder ir de convivência e então postar nas
redes sociais pra dizer que é fã. Uma foto vale mais que um abraço.
Hoje, eu
posso dizer que eu os AMO, a cada um dos seis, mas ser FÃ, daqueles que luta,
que batalha, que vira a madrugada votando, que pede nas rádios e que se
desdobra pra ver a carreira do ídolo crescer, isso eu sou só do RBD.
Conhece-los
ainda é meu sonho. E não vai deixar de ser até que se realize. Mas eu nunca vou
conseguir assistir um show de um deles sem desejar que os outros cinco
estivessem ali. E isso acabou se convertendo no maior dos meus sonhos. Porque,
como artistas, nenhum deles NUNCA vai conseguir chegar aos pés do que eles
foram juntos. Digam que é egoísmo e que essa frescura de carreira solo (que pra
mim já deu o que tinha que dar) é o sonho deles, mas eu me importo mais com os
MEUS sonhos. E o mais triste é saber que nós nunca mais voltaremos a ser aquele
grupo de fãs tão FODAS que éramos.. os fãs, os VERDADEIROS FÃS DO RBD.
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